Ela é a mais disponível,
tentando compensá-lo
de tudo que ele “não tem”
ou “diz” não ter...
Tenta sempre
sossegar o coração
com as longas esperas
e procura justificar
o pouco tempo
que ele lhe dedica...
Quantas noites
seu olhar fica vagando
na penumbra
do quarto vazio e sem amor...
Vive das lembranças
dos momentos rápidos
que ela se convence
de que são grandes momentos...
Sofre e tem medo.
Medo dos “medos” dele
e nem ousa sonhar mais...
Pensamentos tontos
e lágrimas grossas,
altas horas da noite,
fazem-na decidir
a mudar a sua vida,
mas ao vê-lo chegar
com um sorriso,
percebe que tudo
não passou
de pensamento bobo!
O tempo passa
e ela já não se engana:
Pode até ser a mais amada,
a mais querida,
mas num exato momento
de uma decisão,
será sempre a “pretendida... “
- “Nunca a opção escolhida!”
Arethuza Viana

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