Há muito mais
que que eu possa
dizer sobre eles...
Castanhos:
cor do mel das colméias
do meu tempo de menina...
Neles, eu posso sentir
aquele tipo de sentimento
que se encontra
nas pessoas excepcionais.
A consciência
de estar agindo mal,
me impede de ter com eles,
maiores intimidades...
A luz que vem
dos olhos do meu pai,
me transmite um pouco
do seu dinamismo impetuoso.
Nada é semelhante
á expressão
dos olhos do meu pai,
sempre suportando golpes,
com dignidade.
Neles, há a incapacidade
de dissimulação:
- Fato que às vezes
lhe causa sérios dissabores...
Gosto de me refletir
nos seus olhos,
como se pudesse me ver
na antiga cacimba
da minha infância...
Observá-los como fazia,
à luz dos candeeiros,
aderindo o seu estado de espírito...
E sinto tanta saudade
Do meu tempo de criança!
Mas lembro
que sou bem grandinha
e que seus olhos não gostam
do papel de mulher lamurienta:
- Não vai bem comigo!
Perto ou longe,
dos seus olhos, pai,
acredito em ti,
quase sem flexibilidade
nas suas argumentações!
Arethuza Viana

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