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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

POEMA DA INSÔNIA


As minhas mãos
ainda repletas de carinho
procurando as tuas.
Desejo parado...
E a tua lembrança
chega de mansinho
querendo desvendar
os mistérios do meu silêncio.

Vem devagar e sorri.
Esparrama o corpo
em minha cama.
Os olhos embriagados
ali, esperando...
E se atira em mim,
me envolve,
e aperta meu corpo.

Afundo os olhos na noite
e permaneces ali,
me beijando mansamente
os olhos úmidos...

Presente o teu cheiro.
O coração aperta...

E então me entrego
e beijo o teu corpo salgado
e escorregadio.

De repente abro os olhos.:
Sinto raiva.
Não tens o direito
de penetrar assim
na minha noite.

Não vais embora.
Então sinto vontade
de rir muito
e perdoar
a tua intromissão.

Continuas
passando a mão
pelo meu corpo,
mordendo-me a nuca,
fazendo carinhos
no meu rosto
e beijando-me os olhos.
Encolho-me
e fico quietinha.
Somente quando
já amanhece,
me puxas
para a imensidão
do sono tão esperado...

Arethuza Viana

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