quarta-feira, 16 de novembro de 2011

TE PROCURO


Eu te procuro
e te chamo de amigo.
Te asseguro
que um punhal invisível
me fere cruelmente.

Como caça acuada,
indefesa, me sinto,
aguardando na toca,
uma palavra, um gesto
do teu amor
que tanto quero
e nunca vem.

Mas, te procuro
e te chamo de amigo,
alimentando a ilusão
de que um dia finalmente
tuas palavras de amor
sejam somente minhas.

Eu me iludo, me engano
me convencendo
que ninguém te beija
e que ninguém te abraça!

Arethuza Viana

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