quarta-feira, 16 de novembro de 2011

POEMA DESERTO



Começamos
com uma desenfreada
e louca alegria de amar,
como duas crianças travessas
a explorar o desconhecido,
encantados com cada sensação
antes jamais imaginada...

Hoje, ainda guardamos
a mesma alegria de amar,
só que aliada à saudade
do que fomos antes.

O espinho penetra fundo...
Por que o amor dói?

Onde estão as duas crianças
travessas e sedentas de amor?

Que pena, meu grande amor...
Nós crescemos e as abandonamos
num passado que não volta mais !

Arethuza Viana

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