Esqueces de mim
como algo sem importância.
Enquanto me anulo
para te ver voltar.
Ainda sofrendo
com a tua longa distância,
com dificuldade me ergo
e chego a me acostumar.
Quando vejo a possibilidade
de uma nova vida,
me surpreendes
com uma volta inesperada...
Não permites que de ti,
eu me veja esquecida,
até me telefonas humilde,
em plena madrugada...
Que queres?
Nem ficas,
nem me dás a liberdade!
É teu prazer,
que eu assim padeça?
Tu me espreitas e esperas
pela minha fragilidade
e no teu sadismo,
queres que eu enlouqueça?
Arethuza Viana

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